Publicado por: evitoria | 7 de maio de 2012

Após vários acidentes fatais, população cobra sinalização da AL-140


 

Rodovia liga os municípios de Inhapi e Mata Grande

por Jota Silva

Fabian Lisboa – Cortesia

Após vários acidentes fatais, população cobra sinalização da AL-140

Preocupados com o grande número de acidentes com vítimas fatais no trecho da AL-140 que liga Inhapi a Mata Grande, moradores desses dois municípios cobram do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) a sinalização da rodovia.

A população se revoltou com a situação após o último acidente com moto que resultou na morte do menor Claudemir Pereira Silva, 15, e o ferimento grave de Damião Nascimento da Silva, 18. A morte do menor soma tragicamente o terceiro caso de acidente com vítima fatal que aconteceu quase que na mesma localidade da rodovia estadual. Para quem vai de Inhapi à Mata Grande é uma curva acentuada a esquerda, em uma ladeira e sem sinalização adequada. Neste local, várias pessoas já foram acidentadas.

Segundo alguns moradores, a maioria dos acidentes com moto e carro está ligada a embriagues e imprudência dos condutores, mas alertam para a falta de sinalizações, principalmente as faixas que dividem a pista e placas avisando as várias curvas acentuadas da rodovia. “A pista não tem sequer acostamento e é muito estreita.” Reclama um motorista que prefere não se identificar.

O proprietário de uma Lan House de Inhapi contou a nossa reportagem que já não se conta a quantidade de pessoas que morreram vítima de acidentes com veículos automotores na rodovia. Fabian Lisboa revela que já perdeu um irmão em um capotamento de carro em uma curva da AL que por pouco não fez outras vítimas fatais já que o veículo não caiu em abismo próximo.

Uma universitária que transita toda semana para a cidade de Mata Grande onde estuda observa que além da falta de sinalização na rodovia deveria haver mais educação dos condutores e motoristas que tinham que ser maiores de idade e habilitados. “Se existe sinalização desrespeitam, imagine sem elas.” Lamentou.

De acordo com o Grupamento de Polícia Militar (GPM) da cidade, em grande parte dos casos, as vítimas são jovens entre 14 e 20 anos. Para o sargento Henrique, os casos mais comuns registrados no município são acidentes com motocicletas e na maior parte as vítimas não estão utilizando o capacete ou estão embriagadas e até mesmo as duas coisas ao mesmo tempo. O policial militar lamenta as mortes e diz que a polícia realiza rigorosas fiscalizações no trânsito, mas, mesmo assim, as leis ainda são muito desrespeitadas. O PM alerta aos pais para não liberar veículos automotores para menores de idade, ainda mais sem capacete, e pede para os condutores serem mais prudentes e nunca dirigir ou pilotar embriagados.

Segundo dados da base descentralizada do Serviço de atendimento Móvel de Urgência (Samu) do município, somente no final de março e em abril foram registrados 21 traumatismos, dois deles com vítimas fatais, a maioria dos registros foram em acidentes com motocicletas e quase todos na AL-140.


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